segunda-feira, 26 de novembro de 2018


Tema 2

TECNOLOGIAS DIGITAIS E FORMAÇÃO

Nos tempos que correm devido à implementação generalizada das TIC no nosso dia-a-dia, consequentemente nas escolas, é pertinente não só saber usar as TIC em contexto escolar, mas sim integrá-las na forma como estruturar e desenrolar o ensino/aprendizagem.
Saber usar as tecnologias, todos sabemos, de certa maneira, basicamente. No entanto, têm havido uma preocupação do Ministério Educação e preparar os professores através da formação, que, de acordo com o artigo de Dias-Trindade e Moreira (2018), têm formação e utilizam as TIC. O que falta então? Falta alargar o contexto de utilização que tem a ver sobretudo com as mudanças provocadas pelas TIC na forma de comunicar, na forma de aceder e usar a informação, na forma de estar. A competência não é de literacia das TIC, mas integrar as TIC e o conhecimento das TIC numa nova forma de ensinar. “Teacher educators are therefore urged to think about their own contexto , and go beyond technology literacy to promote educational practices that innovatively use interaction of technology, pedagogy and content.” (Koehler et al., 2013).
Porquê? Porque o nosso mundo mudou e focando-nos apenas no mundo da educação, no que diz respeito concretamente ao modelo de estudante, um estudante “cujas práticas de trabalho e padrões de atenção parecem ser multifocais, multivocais e tendentes à distração” segundo Santaella (2010; apud Dias-Trindade e Moreira, 2018).
Neste contexto e ambicionando resultados efetivos, seria útil e prático aplicar um modelo de trabalho que integrasse todos estes aspetos do ensino, permitindo tirar o melhor partido de todo o conhecimento e ferramentas à mão do educador/professor considerando o contexto em que se insere. Um modelo de formação aberto, flexível, inclusivo, conectado, que facilite a colaboração e a construção coletiva do conhecimento, que promova práticas pedagógicas ativas e construtivistas (Moreira, 2014).


Obras consultadas:
DIAS-TRINDADE, Sara & MOREIRA, J.A. (2018) – Avaliação das competências e fluência digitais de professores… in Revista Diálogo Educativo. Curitiba. Vol. 18, nº 58 (jul./set. 2018), pp. 624-644
KOEHLER et al. (2013)- The Technological Pedagogical Content Knowledge framework for teachers and teacher educators. New Delhi: CEMCA
MISHRA, Punya (2014) – Intro to TPACK. Michigan State University in  https://www.youtube.com/watch?v=eXLdqO0fY3w
MOREIRA, J.A. (2015?) – Ferramentas, plataformas, interfaces online. in https://www.youtube.com/watch?v=tPNLM4dncWQ&t=60s


Ficha fílmica Intro to TPACK
https://drive.google.com/file/d/1rxjbEd9WLNAd7bhBDpJ4KijZEd8QNIx6/view?usp=sharing


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Uma reflexão



TEXTO A COMENTAR:


“O desenvolvimento de ecossistemas constituídos por ambientes de aprendizagem complementares baseados no conceito de Ecologia requer uma mudança significativa na forma de pensar o ato educativo. O desafio é criar ambientes férteis, dinâmicos, vivos e diversificados onde as atividades de aprendizagem e o conhecimento e as ideias possam nascer, crescer e evoluir. E para isso é necessária uma abordagem que não se limite a considerar apenas os aspetos tecnológicos relacionados com uma aprendizagem via Web (e-Learning), mas que privilegiem uma abordagem ecológica, integrada e holística, em suma uma abordagem que privilegie uma visão blended da aprendizagem”. (Educação no Ciberespaço, Cristiane Porto e António Moreira, 2017)


CRM - Customer Relationship Management = Gestão de relacionamento com o cliente
LMS - Learning Management System = Sistema de gestão da aprendizagem

Imagem retirada de http://sitede.neweducation.com.br/ecossistema-digital/o-que-ecossitema/ 


REFLEXÃO

A rápida evolução das TIC provocaram ao nível do sistema educativo uma necessidade de refletir e reajustar a forma de olhar para as práticas educativas e processos de aprendizagem.
As novas tecnologias ao permitirem, nas palavras de Domingos Caeiro, “a criação de redes de armazenamento, tratamento e utilização de informação” geraram ambientes de aprendizagem e conhecimento dinâmicos e diversificados, aumentando a quantidade de informação a circular e ao mesmo tempo facilitando o acesso a essa informação e conhecimentos por parte do cidadão comum (não apenas do estudante em contexto e ambiente académico).
Perante este novo cenário, os sistemas de ensino só têm a beneficiar se evoluírem de uma abordagem meramente tecnológica e prática das TIC, uso da tecnologia como ferramenta, para uma abordagem mista (blended) das novas tecnologias e da web 2.0, i.e., uma abordagem ecológica, no sentido que se baseia na relação entre os seres vivos e o ambiente, neste caso, dos utilizadores num ambiente digital. Hoje a maioria das pessoas acede com grande facilidade a uma maior quantidade de informação de um modo “singular e pessoal” (Domingos Caeiro). Uma abordagem integrada porque reúne estruturas educativas formais, informais e não formais, a forma de ensino mais formal (em salas de aula) deveria estar conectada “a instrumentos e redes de conhecimento”, (retirando partido de toda a potencialidade da informação e conhecimento e permitindo a cada utilizador/estudante fazer o seu próprio percurso). E ainda uma abordagem holística, encarando a realidade como um todo, uma abordagem globalizante e integradora.
Atualmente, tendo como agente da mudança a tecnologia, evoluímos da utilização de uma lógica linear, de acumulação do conhecimento e da tradição, para o primado da variedade e “mistura mais ou menos confusa de diferentes doutrinas” (def. de sincretismo).
A evolução das TIC reclamam a necessidade do professor reflectir sobre e adotar novas práticas pedagógicas, nas palavras de J.A. Moreira “ativas e construtivistas, recorrendo  a modelos de formação que se ajustem às dinâmicas pedagógicas das redes sociais”, sendo pertinente capacitar os professores para a utilização de interfaces da web 2.0 no sentido de se explorar todas as suas potencialidades e usos promovendo e instituindo uma educação em rede, inclusiva, em ambientes “férteis, dinâmicos, vivos, diversificados” (como a sociedade em que estão inseridos os alunos) que promove a construção colectiva do saber/conhecimento de forma responsável.
Descontracção, ondas e brisa do mar 


Brincar faz parte de mim.
Sobre mim

Sou um capítulo de um livro com mil folhas. 
Não sou o livro porque não existo sozinha, preciso de estar inserida num meio ambiente encantador, aconchegada entre outros capítulos e juntos formamos uma história, diria que somos uma família. 
Sou um capítulo de um livro ilustrado por Rebecca Dautremer e Shaun Tan. 
Este livro onde pertenço tem palavras de José Eduardo Agualusa e de José Saramago, de Mary Stewart e Marion Zimmer Bradley, entre outros. 
Este livro onde vivo tem palavras angolanas, como "chuinga" e "kandengue", russas como "кошка" e "кукла", italianas como "principessa" e "amici", inglesas como "books" e "libraries". E muitas outras palavras, em línguas diferentes, de culturas variadas. 
Sou um capítulo num livros de emoções e saudades, de esperança e coragem. 
Ensino e aprendo, numa simbiose terna que enriquece todos os que participam. 
Assim é este livro onde habito. 




Bem vindos ao meu novo blogue!

A Bibliotecária cibernauta foi criado no âmbito da unidade curricular (UC) Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) em ambientes educativos.


Pretensamente cibernauta, neste momento sinto-me cibernaufraga, pois este é o segundo blogue que crio por não conseguir gerir o primeiro.

Confesso que apesar das dificuldades (sempre angustiantes) estou a gostar desta  disciplina (a.k.a., UC) que no fundo representa a razão porque voltei a estudar: querer atualizar os meus conhecimentos sobretudo no uso das TIC para melhor comunicar e interagir com colegas e utilizadores, e agora, no meu novo ambiente profissional, com os alunos.