Uma reflexão
TEXTO A COMENTAR:
“O
desenvolvimento de ecossistemas constituídos por ambientes de aprendizagem
complementares baseados no conceito de Ecologia requer uma mudança
significativa na forma de pensar o ato educativo. O desafio é criar ambientes
férteis, dinâmicos, vivos e diversificados onde as atividades de aprendizagem e
o conhecimento e as ideias possam nascer, crescer e evoluir. E para isso é
necessária uma abordagem que não se limite a considerar apenas os aspetos tecnológicos relacionados com
uma aprendizagem via Web (e-Learning), mas que privilegiem uma abordagem
ecológica, integrada e holística, em suma uma abordagem que privilegie uma
visão blended da aprendizagem”. (Educação no
Ciberespaço, Cristiane Porto e António Moreira, 2017)
CRM - Customer Relationship Management = Gestão de relacionamento com o cliente
LMS - Learning Management System = Sistema de gestão da aprendizagem
Imagem retirada de http://sitede.neweducation.com.br/ecossistema-digital/o-que-ecossitema/
REFLEXÃO
A
rápida evolução das TIC provocaram ao nível do sistema educativo uma
necessidade de refletir e reajustar a forma de olhar para as práticas
educativas e processos de aprendizagem.
As
novas tecnologias ao permitirem, nas palavras de Domingos Caeiro, “a criação de
redes de armazenamento, tratamento e utilização de informação” geraram
ambientes de aprendizagem e conhecimento dinâmicos e diversificados, aumentando
a quantidade de informação a circular e ao mesmo tempo facilitando o acesso a
essa informação e conhecimentos por parte do cidadão comum (não apenas do
estudante em contexto e ambiente académico).
Perante
este novo cenário, os sistemas de ensino só têm a beneficiar se evoluírem de
uma abordagem meramente tecnológica e prática das TIC, uso da tecnologia como
ferramenta, para uma abordagem mista (blended) das novas tecnologias e da web
2.0, i.e., uma abordagem ecológica, no sentido que se baseia na relação entre
os seres vivos e o ambiente, neste caso, dos utilizadores num ambiente digital.
Hoje a maioria das pessoas acede com grande facilidade a uma maior quantidade
de informação de um modo “singular e pessoal” (Domingos Caeiro). Uma abordagem
integrada porque reúne estruturas educativas formais, informais e não formais, a
forma de ensino mais formal (em salas de aula) deveria estar conectada “a
instrumentos e redes de conhecimento”, (retirando partido de toda a
potencialidade da informação e conhecimento e permitindo a cada
utilizador/estudante fazer o seu próprio percurso). E ainda uma abordagem
holística, encarando a realidade como um todo, uma abordagem globalizante e
integradora.
Atualmente,
tendo como agente da mudança a tecnologia, evoluímos da utilização de uma
lógica linear, de acumulação do conhecimento e da tradição, para o primado da
variedade e “mistura mais ou menos confusa de diferentes doutrinas” (def. de
sincretismo).
A
evolução das TIC reclamam a necessidade do professor reflectir sobre e adotar
novas práticas pedagógicas, nas palavras de J.A. Moreira “ativas e
construtivistas, recorrendo a modelos de
formação que se ajustem às dinâmicas pedagógicas das redes sociais”, sendo
pertinente capacitar os professores para a utilização de interfaces da web 2.0
no sentido de se explorar todas as suas potencialidades e usos promovendo e
instituindo uma educação em rede, inclusiva, em ambientes “férteis, dinâmicos,
vivos, diversificados” (como a sociedade em que estão inseridos os alunos) que
promove a construção colectiva do saber/conhecimento de forma responsável.

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