Bibliotecária cibernauta
Na realidade, cibernaufraga :-) mas a prática há-de me salvar
domingo, 24 de fevereiro de 2019
sábado, 12 de janeiro de 2019
"O vídeo é sensorial, visual, linguagem falada, linguagem musical e escrita. Linguagens que interagem superpostas, interligadas, somadas, não separadas. daí a sua força nos atinge por todos os sentidos e de todas as maneiras. O vídeo nos seduz, informa, entretém, projeta em outras realidades (no imaginário), em outros tempos e espaços." (Moran (1985), citado por Santos & Souza, 2017, p.148)*
Os media digitais são recursos multimédia que potencializam as relações e colaboram para a instituição dos processos de aprendizagem.
Num universo digital, onde as pessoas estão ligadas (conectadas), em qualquer lugar (mobilidade), através dos seus telemóveis (smatphones) "criando, editando e divulgando cenas de todos os tipos, os processos educacionais não podem ficar parados perante esta realidade." (Santos & Souza, 2017)
No âmbito da leitura deste artigo e devido à importância dos vídeos, gostava de partilhar a informação deste artigo encontrado num blog sobre a roteirização, criação de roteiros para vídeos.
Dicas para a criação de roteiros para vídeos curtos
*Santos, Edméa Oliveiras dos & Souza, Viviam Martins Lopes de (2017). Cibervídeos e suas potencialidades para a educação na cibercultura. In Porto, C. & Moreira, J.A. (Eds.) Educação no cirberespaço:novas configurações, convergências e conexões (pp.147-164). Santo Tirso: Whitebooks
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Filme/ Documentário
|
Library of the future in plain English
|
Tema
|
New libraries philosophy
|
Estudante
|
Ilda Lopes
|
Grelha de Observação e Análise de Sequências Fílmicas
Consideremos as
sequências de imagens como…
uma linguagem; um produto
histórico e um veículo de comunicação
Análise Globalizante
|
|
Exposição
das
ideias
principais
|
A urgente
necessidade de adaptação das bibliotecas aos tempos em que vivemos.
São necessárias
grandes mudanças a vários níveis e devemos refletir sobre o que fazemos, como
fazemos, as nossas horas de trabalho, e até o nome que damos à nossa
profissão (a nós como profissionais).
As mudanças
recaem sobre cinco pilares fundamentais:
1) Cultura organizacional
2) Condições de trabalho
3) Modelos de serviço
4) Sustentabilidade
5) Pessoas
A cultura organizacional deve-se basear na
colaboração e comunicação, a informação deve fluir, deve haver flexibilidade
e espaço para o constante crescimento, mudança e adaptação.
Para um ambiente
organizacional nestes termos é necessária confiança e determinadas condições
de trabalho.
As novas condições de trabalho passarão
pela disponibilidade do serviço(24h), a possibilidade de trabalhar no espaço
físico biblioteca, mas também online,
com horários flexíveis e a não obrigatoriedade de presença física no local de
trabalho.
Assim, será possível, mais fácil, oferecer
novos serviços cujo objetivo será o mesmo: ajudar pessoas (a encontrar e
gerir informação), mas também ligá-las (conectá-las) com ideias e informação
e outras pessoas. O bibliotecário tem de ser criativo, proactivo, aventureiro
(“experimental”), aberto, ser parte integrante de uma equipa de pesquisa, ser
facilitador, orientador/treinador (coach). Implementar novos serviços,
emprestar e adaptar ideias, personalizar serviços.
Criar perfis e
ligar/conectar as pessoas de perfis idênticos, de forma a tornar mais eficaz
e eficiente o nosso “expertise” de forma colaborativa e interligada.
Sustentabilidade a vários níveis.
Economizando energia e procurando novas formas de energia, agindo com
respeito pela natureza e racionando os recursos, adaptando mobiliário,
adaptando edifícios com comodidades por exemplo, chuveiros,(para quem vem de
bicicleta ou a pé)usando transporte público, usando bicicletas,
providenciando parqueamento para bicicletas. Pensar verde, novas atitudes,
nova forma de estar.
Pessoas. Como consequência de uma nova
cultura organizacional, a existência de uma hierarquia fluída, pessoas
criativas e focadas no cliente, com tarefas adaptáveis, aberto a desafios,
tolerante com os erros, privilegiando o trabalho em equipa.
|
Apresentação
dos
aspectos
positivos/ negativos
|
Aspetos
positivos:
Colaboração
Comunicação
Inovação
Adaptabilidade
Criatividade
Resposta
adequada aos nossos clientes
Flexibilidade
Responsabilização
Tolerância
Sustentabilidade
Aspetos
negativos:
Vejo apenas dois
problemas: as horas de trabalho e o pagamento das mesmas. O pagamento das
horas de trabalho é importante. E como verificar a prestação de horas…
Mas o que
realmente considero preocupante é se seremos capazes de por limites ao nosso
horário (eu tenho alguns problemas em por limites e penso que os professores
todos têm a mesma situação, por isso sabem do que estou a falar)
Toda esta mudança requer novas formas de
organização e estruturação do trabalho.
|
Palavras-chave
|
Bibliotecas do
futuro – Filosofia de trabalho – Cultura organizacional – Condições de
trabalho – Modelos de serviço – Sustentabilidade – Pessoas
|
Análise Concentrada
|
|
Descrição
do contexto e das situações/
|
Hoje em dia a
informação circula em ambientes online. Estes ambientes são fundamentalmente
coletivos e colaborativos. São também informais. Em termos de acessibilidade,
estão disponíveis 24 horas. O fluxo de informação é grande e muita informação
é superficial ou mesmo incorreta.
As bibliotecas
como existem hoje são ainda espaços fechados, cheios de regras e
formalidades, tanto a nível organizacional, como a nível de oferta de
serviços. Grande parte do pessoal afeto às bibliotecas ainda se sente um
pouco à parte deste novo mundo da tecnologia, e a forma como estamos
(bibliotecas) a funcionar não corresponde a estas novas exigências.
É urgente
refletir sobre novas formas de fazer, de como fazer, quando fazer, e como
devemos agir, qual forma de estar mais adequada neste novo mundo.
No vídeo são
referidos 5 pilares para esta mudança: a cultura organizacional, as condições
de trabalho, os modelos de serviços, a sustentabilidade e as pessoas. Todos
estes pilares devem sofrer uma mudança no sentido da colaboração,
conectividade, flexibilidade, adaptabilidade, focagem no cliente, eco
amigabilidade… Tudo no sentido de adaptação, mas também e fundamentalmente
como forma de melhor desempenharmos a nossa função na sociedade e junto dos
clientes, eles próprios muitas vezes ainda não cientes das mudanças, mas com
necessidades de orientação.
Esta nova
filosofia possibilitará um novo renascer das bibliotecas e um novo reavivar
da profissão, que ganhará novamente relevância, quando muitos já a condenavam
à morte.
Quanto à designação.
Qual é a definição exata de bibliotecário(a)? Que tarefas (ou mesmo
profissões) o bibliotecário desempenha ao longo da sua vida? Porque se à vez
poderemos ser consultor de jogos educacionais, investigadores, instrutores,
contadores de histórias, publicitários, especialistas de marketing, etc., etc.
|
Implicações Educativas
|
|
Este modelo de
biblioteca terá grandes implicações educativas, umas gerais, outras
específicas.
As gerais
baseiam-se na sustentabilidade, a biblioteca será o exemplo de uma forma de
estar eco responsável, uma atitude que devia ser universal e que se deve dar
como exemplo: a reciclagem, o mobiliário, as comodidades, a energia usada, a
racionalização dos recursos, o uso de bicicletas e consequente parqueamento
para as mesmas, enfim, todas as formas de respeito pela Natureza e recursos
terrestres.
As específicas
terão a ver com as consequências da nova cultura organizacional, as condições
de trabalho, os modelos de serviços e as pessoas (que se baseia sobretudo em
novas formas de estar e desempenho).
Esta nova
biblioteca estará sem dúvida mais próxima do cliente, neste caso concreto do
aluno/estudante, das suas expectativas e das suas necessidades, além de que
estará também mais próxima da sua da sua forma de comunicar, pois pretende
usar os meios tecnológicos de forma a tirar o melhor partido deles, e ao
mesmo tempo aproximar e ligar/conectar as pessoas, os clientes.
|
|
Etiquetas:
Bibliotecas do futuro,
Condições de trabalho,
Cultura organizacional,
Fichas fílmicas,
Filosofia de trabalho,
Modelos de serviço,
Pessoas,
Sustentabilidade,
TIC
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Tema 2
TECNOLOGIAS DIGITAIS E FORMAÇÃO
Nos
tempos que correm devido à implementação generalizada das TIC no nosso
dia-a-dia, consequentemente nas escolas, é pertinente não só saber usar as TIC
em contexto escolar, mas sim integrá-las na forma como estruturar e desenrolar
o ensino/aprendizagem.
Saber
usar as tecnologias, todos sabemos, de certa maneira, basicamente. No entanto, têm
havido uma preocupação do Ministério Educação e preparar os professores através
da formação, que, de acordo com o artigo de Dias-Trindade e Moreira (2018), têm
formação e utilizam as TIC. O que falta então? Falta alargar o contexto de
utilização que tem a ver sobretudo com as mudanças provocadas pelas TIC na
forma de comunicar, na forma de aceder e usar a informação, na forma de estar.
A competência não é de literacia das TIC, mas integrar as TIC e o conhecimento
das TIC numa nova forma de ensinar. “Teacher educators are therefore urged to
think about their own contexto , and go beyond technology literacy to promote
educational practices that innovatively use interaction of technology, pedagogy
and content.” (Koehler et al., 2013).
Porquê?
Porque o nosso mundo mudou e focando-nos apenas no mundo da educação, no que
diz respeito concretamente ao modelo de estudante, um estudante “cujas práticas
de trabalho e padrões de atenção parecem ser multifocais, multivocais e
tendentes à distração” segundo Santaella (2010; apud Dias-Trindade e Moreira,
2018).
Neste
contexto e ambicionando resultados efetivos, seria útil e prático aplicar um
modelo de trabalho que integrasse todos estes aspetos do ensino, permitindo
tirar o melhor partido de todo o conhecimento e ferramentas à mão do educador/professor
considerando o contexto em que se insere. Um modelo de formação aberto,
flexível, inclusivo, conectado, que facilite a colaboração e a construção
coletiva do conhecimento, que promova práticas pedagógicas ativas e
construtivistas (Moreira, 2014).
Obras
consultadas:
DIAS-TRINDADE,
Sara & MOREIRA, J.A. (2018) – Avaliação
das competências e fluência digitais de professores… in Revista Diálogo Educativo. Curitiba.
Vol. 18, nº 58 (jul./set. 2018), pp. 624-644
KOEHLER
et al. (2013)- The Technological
Pedagogical Content Knowledge framework for teachers and teacher educators.
New Delhi: CEMCA
MISHRA,
Punya (2014) – Intro to TPACK.
Michigan State University in https://www.youtube.com/watch?v=eXLdqO0fY3w
MOREIRA,
J.A. (2015?) – Ferramentas, plataformas, interfaces online. in https://www.youtube.com/watch?v=tPNLM4dncWQ&t=60s
https://drive.google.com/file/d/1rxjbEd9WLNAd7bhBDpJ4KijZEd8QNIx6/view?usp=sharing
domingo, 11 de novembro de 2018
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Uma reflexão
TEXTO A COMENTAR:
“O
desenvolvimento de ecossistemas constituídos por ambientes de aprendizagem
complementares baseados no conceito de Ecologia requer uma mudança
significativa na forma de pensar o ato educativo. O desafio é criar ambientes
férteis, dinâmicos, vivos e diversificados onde as atividades de aprendizagem e
o conhecimento e as ideias possam nascer, crescer e evoluir. E para isso é
necessária uma abordagem que não se limite a considerar apenas os aspetos tecnológicos relacionados com
uma aprendizagem via Web (e-Learning), mas que privilegiem uma abordagem
ecológica, integrada e holística, em suma uma abordagem que privilegie uma
visão blended da aprendizagem”. (Educação no
Ciberespaço, Cristiane Porto e António Moreira, 2017)
CRM - Customer Relationship Management = Gestão de relacionamento com o cliente
LMS - Learning Management System = Sistema de gestão da aprendizagem
Imagem retirada de http://sitede.neweducation.com.br/ecossistema-digital/o-que-ecossitema/
REFLEXÃO
A
rápida evolução das TIC provocaram ao nível do sistema educativo uma
necessidade de refletir e reajustar a forma de olhar para as práticas
educativas e processos de aprendizagem.
As
novas tecnologias ao permitirem, nas palavras de Domingos Caeiro, “a criação de
redes de armazenamento, tratamento e utilização de informação” geraram
ambientes de aprendizagem e conhecimento dinâmicos e diversificados, aumentando
a quantidade de informação a circular e ao mesmo tempo facilitando o acesso a
essa informação e conhecimentos por parte do cidadão comum (não apenas do
estudante em contexto e ambiente académico).
Perante
este novo cenário, os sistemas de ensino só têm a beneficiar se evoluírem de
uma abordagem meramente tecnológica e prática das TIC, uso da tecnologia como
ferramenta, para uma abordagem mista (blended) das novas tecnologias e da web
2.0, i.e., uma abordagem ecológica, no sentido que se baseia na relação entre
os seres vivos e o ambiente, neste caso, dos utilizadores num ambiente digital.
Hoje a maioria das pessoas acede com grande facilidade a uma maior quantidade
de informação de um modo “singular e pessoal” (Domingos Caeiro). Uma abordagem
integrada porque reúne estruturas educativas formais, informais e não formais, a
forma de ensino mais formal (em salas de aula) deveria estar conectada “a
instrumentos e redes de conhecimento”, (retirando partido de toda a
potencialidade da informação e conhecimento e permitindo a cada
utilizador/estudante fazer o seu próprio percurso). E ainda uma abordagem
holística, encarando a realidade como um todo, uma abordagem globalizante e
integradora.
Atualmente,
tendo como agente da mudança a tecnologia, evoluímos da utilização de uma
lógica linear, de acumulação do conhecimento e da tradição, para o primado da
variedade e “mistura mais ou menos confusa de diferentes doutrinas” (def. de
sincretismo).
A
evolução das TIC reclamam a necessidade do professor reflectir sobre e adotar
novas práticas pedagógicas, nas palavras de J.A. Moreira “ativas e
construtivistas, recorrendo a modelos de
formação que se ajustem às dinâmicas pedagógicas das redes sociais”, sendo
pertinente capacitar os professores para a utilização de interfaces da web 2.0
no sentido de se explorar todas as suas potencialidades e usos promovendo e
instituindo uma educação em rede, inclusiva, em ambientes “férteis, dinâmicos,
vivos, diversificados” (como a sociedade em que estão inseridos os alunos) que
promove a construção colectiva do saber/conhecimento de forma responsável.
Subscrever:
Comentários (Atom)



