sábado, 12 de janeiro de 2019


"O vídeo é sensorial, visual, linguagem falada, linguagem musical e escrita. Linguagens que interagem superpostas, interligadas, somadas, não separadas. daí a sua força nos atinge por todos os sentidos e de todas as maneiras. O vídeo nos seduz, informa, entretém, projeta em outras realidades (no imaginário), em outros tempos e espaços." (Moran (1985), citado por Santos & Souza, 2017, p.148)*

Os media digitais são recursos multimédia que potencializam as relações e colaboram para a instituição dos processos de aprendizagem.
Num universo digital, onde as pessoas estão ligadas (conectadas), em qualquer lugar (mobilidade), através dos seus telemóveis (smatphones) "criando, editando e divulgando cenas de todos os tipos, os processos educacionais não podem ficar parados perante esta realidade." (Santos & Souza, 2017)

No âmbito da leitura deste artigo e devido à importância dos vídeos, gostava de partilhar a informação deste artigo encontrado num blog sobre a roteirização, criação de roteiros para vídeos.

Dicas para a criação de roteiros para vídeos curtos



*Santos, Edméa Oliveiras dos & Souza, Viviam Martins Lopes de (2017). Cibervídeos e suas potencialidades para a educação na cibercultura. In Porto, C. & Moreira, J.A. (Eds.) Educação no cirberespaço:novas configurações, convergências e conexões (pp.147-164). Santo Tirso: Whitebooks

Um artigo sobre o Whatsapp retirado da revista do Expresso de 5 de janeiro


  





segunda-feira, 17 de dezembro de 2018




Filme/ Documentário
Library of the future in plain English
Tema
New libraries philosophy
Estudante
Ilda Lopes

Grelha de Observação e Análise de Sequências Fílmicas
Consideremos as sequências de imagens como…
uma linguagem; um produto histórico e um veículo de comunicação


Análise Globalizante


Exposição das
ideias principais

A urgente necessidade de adaptação das bibliotecas aos tempos em que vivemos.
São necessárias grandes mudanças a vários níveis e devemos refletir sobre o que fazemos, como fazemos, as nossas horas de trabalho, e até o nome que damos à nossa profissão (a nós como profissionais).
As mudanças recaem sobre cinco pilares fundamentais:
1)  Cultura organizacional
2)  Condições de trabalho
3)  Modelos de serviço
4)  Sustentabilidade
5)  Pessoas
   A cultura organizacional deve-se basear na colaboração e comunicação, a informação deve fluir, deve haver flexibilidade e espaço para o constante crescimento, mudança e adaptação.
Para um ambiente organizacional nestes termos é necessária confiança e determinadas condições de trabalho.
   As novas condições de trabalho passarão pela disponibilidade do serviço(24h), a possibilidade de trabalhar no espaço físico biblioteca, mas também online, com horários flexíveis e a não obrigatoriedade de presença física no local de trabalho.
   Assim, será possível, mais fácil, oferecer novos serviços cujo objetivo será o mesmo: ajudar pessoas (a encontrar e gerir informação), mas também ligá-las (conectá-las) com ideias e informação e outras pessoas. O bibliotecário tem de ser criativo, proactivo, aventureiro (“experimental”), aberto, ser parte integrante de uma equipa de pesquisa, ser facilitador, orientador/treinador (coach). Implementar novos serviços, emprestar e adaptar ideias, personalizar serviços.
Criar perfis e ligar/conectar as pessoas de perfis idênticos, de forma a tornar mais eficaz e eficiente o nosso “expertise” de forma colaborativa e interligada.
   Sustentabilidade a vários níveis. Economizando energia e procurando novas formas de energia, agindo com respeito pela natureza e racionando os recursos, adaptando mobiliário, adaptando edifícios com comodidades por exemplo, chuveiros,(para quem vem de bicicleta ou a pé)usando transporte público, usando bicicletas, providenciando parqueamento para bicicletas. Pensar verde, novas atitudes, nova forma de estar.
   Pessoas. Como consequência de uma nova cultura organizacional, a existência de uma hierarquia fluída, pessoas criativas e focadas no cliente, com tarefas adaptáveis, aberto a desafios, tolerante com os erros, privilegiando o trabalho em equipa.

Apresentação dos
aspectos positivos/ negativos

Aspetos positivos:
Colaboração
Comunicação
Inovação
Adaptabilidade
Criatividade
Resposta adequada aos nossos clientes
Flexibilidade
Responsabilização
Tolerância
Sustentabilidade

Aspetos negativos:
Vejo apenas dois problemas: as horas de trabalho e o pagamento das mesmas. O pagamento das horas de trabalho é importante. E como verificar a prestação de horas…
Mas o que realmente considero preocupante é se seremos capazes de por limites ao nosso horário (eu tenho alguns problemas em por limites e penso que os professores todos têm a mesma situação, por isso sabem do que estou a falar)
   Toda esta mudança requer novas formas de organização e estruturação do trabalho.



Palavras-chave

Bibliotecas do futuro – Filosofia de trabalho – Cultura organizacional – Condições de trabalho – Modelos de serviço – Sustentabilidade – Pessoas



Análise Concentrada


Descrição do contexto e das situações/







Hoje em dia a informação circula em ambientes online. Estes ambientes são fundamentalmente coletivos e colaborativos. São também informais. Em termos de acessibilidade, estão disponíveis 24 horas. O fluxo de informação é grande e muita informação é superficial ou mesmo incorreta.
As bibliotecas como existem hoje são ainda espaços fechados, cheios de regras e formalidades, tanto a nível organizacional, como a nível de oferta de serviços. Grande parte do pessoal afeto às bibliotecas ainda se sente um pouco à parte deste novo mundo da tecnologia, e a forma como estamos (bibliotecas) a funcionar não corresponde a estas novas exigências.
É urgente refletir sobre novas formas de fazer, de como fazer, quando fazer, e como devemos agir, qual forma de estar mais adequada neste novo mundo.
No vídeo são referidos 5 pilares para esta mudança: a cultura organizacional, as condições de trabalho, os modelos de serviços, a sustentabilidade e as pessoas. Todos estes pilares devem sofrer uma mudança no sentido da colaboração, conectividade, flexibilidade, adaptabilidade, focagem no cliente, eco amigabilidade… Tudo no sentido de adaptação, mas também e fundamentalmente como forma de melhor desempenharmos a nossa função na sociedade e junto dos clientes, eles próprios muitas vezes ainda não cientes das mudanças, mas com necessidades de orientação.
Esta nova filosofia possibilitará um novo renascer das bibliotecas e um novo reavivar da profissão, que ganhará novamente relevância, quando muitos já a condenavam à morte.
Quanto à designação. Qual é a definição exata de bibliotecário(a)? Que tarefas (ou mesmo profissões) o bibliotecário desempenha ao longo da sua vida? Porque se à vez poderemos ser consultor de jogos educacionais, investigadores, instrutores, contadores de histórias, publicitários, especialistas de marketing, etc., etc.


Implicações Educativas




Este modelo de biblioteca terá grandes implicações educativas, umas gerais, outras específicas.

As gerais baseiam-se na sustentabilidade, a biblioteca será o exemplo de uma forma de estar eco responsável, uma atitude que devia ser universal e que se deve dar como exemplo: a reciclagem, o mobiliário, as comodidades, a energia usada, a racionalização dos recursos, o uso de bicicletas e consequente parqueamento para as mesmas, enfim, todas as formas de respeito pela Natureza e recursos terrestres.

As específicas terão a ver com as consequências da nova cultura organizacional, as condições de trabalho, os modelos de serviços e as pessoas (que se baseia sobretudo em novas formas de estar e desempenho).
Esta nova biblioteca estará sem dúvida mais próxima do cliente, neste caso concreto do aluno/estudante, das suas expectativas e das suas necessidades, além de que estará também mais próxima da sua da sua forma de comunicar, pois pretende usar os meios tecnológicos de forma a tirar o melhor partido deles, e ao mesmo tempo aproximar e ligar/conectar as pessoas, os clientes.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018


Tema 2

TECNOLOGIAS DIGITAIS E FORMAÇÃO

Nos tempos que correm devido à implementação generalizada das TIC no nosso dia-a-dia, consequentemente nas escolas, é pertinente não só saber usar as TIC em contexto escolar, mas sim integrá-las na forma como estruturar e desenrolar o ensino/aprendizagem.
Saber usar as tecnologias, todos sabemos, de certa maneira, basicamente. No entanto, têm havido uma preocupação do Ministério Educação e preparar os professores através da formação, que, de acordo com o artigo de Dias-Trindade e Moreira (2018), têm formação e utilizam as TIC. O que falta então? Falta alargar o contexto de utilização que tem a ver sobretudo com as mudanças provocadas pelas TIC na forma de comunicar, na forma de aceder e usar a informação, na forma de estar. A competência não é de literacia das TIC, mas integrar as TIC e o conhecimento das TIC numa nova forma de ensinar. “Teacher educators are therefore urged to think about their own contexto , and go beyond technology literacy to promote educational practices that innovatively use interaction of technology, pedagogy and content.” (Koehler et al., 2013).
Porquê? Porque o nosso mundo mudou e focando-nos apenas no mundo da educação, no que diz respeito concretamente ao modelo de estudante, um estudante “cujas práticas de trabalho e padrões de atenção parecem ser multifocais, multivocais e tendentes à distração” segundo Santaella (2010; apud Dias-Trindade e Moreira, 2018).
Neste contexto e ambicionando resultados efetivos, seria útil e prático aplicar um modelo de trabalho que integrasse todos estes aspetos do ensino, permitindo tirar o melhor partido de todo o conhecimento e ferramentas à mão do educador/professor considerando o contexto em que se insere. Um modelo de formação aberto, flexível, inclusivo, conectado, que facilite a colaboração e a construção coletiva do conhecimento, que promova práticas pedagógicas ativas e construtivistas (Moreira, 2014).


Obras consultadas:
DIAS-TRINDADE, Sara & MOREIRA, J.A. (2018) – Avaliação das competências e fluência digitais de professores… in Revista Diálogo Educativo. Curitiba. Vol. 18, nº 58 (jul./set. 2018), pp. 624-644
KOEHLER et al. (2013)- The Technological Pedagogical Content Knowledge framework for teachers and teacher educators. New Delhi: CEMCA
MISHRA, Punya (2014) – Intro to TPACK. Michigan State University in  https://www.youtube.com/watch?v=eXLdqO0fY3w
MOREIRA, J.A. (2015?) – Ferramentas, plataformas, interfaces online. in https://www.youtube.com/watch?v=tPNLM4dncWQ&t=60s


Ficha fílmica Intro to TPACK
https://drive.google.com/file/d/1rxjbEd9WLNAd7bhBDpJ4KijZEd8QNIx6/view?usp=sharing


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Uma reflexão



TEXTO A COMENTAR:


“O desenvolvimento de ecossistemas constituídos por ambientes de aprendizagem complementares baseados no conceito de Ecologia requer uma mudança significativa na forma de pensar o ato educativo. O desafio é criar ambientes férteis, dinâmicos, vivos e diversificados onde as atividades de aprendizagem e o conhecimento e as ideias possam nascer, crescer e evoluir. E para isso é necessária uma abordagem que não se limite a considerar apenas os aspetos tecnológicos relacionados com uma aprendizagem via Web (e-Learning), mas que privilegiem uma abordagem ecológica, integrada e holística, em suma uma abordagem que privilegie uma visão blended da aprendizagem”. (Educação no Ciberespaço, Cristiane Porto e António Moreira, 2017)


CRM - Customer Relationship Management = Gestão de relacionamento com o cliente
LMS - Learning Management System = Sistema de gestão da aprendizagem

Imagem retirada de http://sitede.neweducation.com.br/ecossistema-digital/o-que-ecossitema/ 


REFLEXÃO

A rápida evolução das TIC provocaram ao nível do sistema educativo uma necessidade de refletir e reajustar a forma de olhar para as práticas educativas e processos de aprendizagem.
As novas tecnologias ao permitirem, nas palavras de Domingos Caeiro, “a criação de redes de armazenamento, tratamento e utilização de informação” geraram ambientes de aprendizagem e conhecimento dinâmicos e diversificados, aumentando a quantidade de informação a circular e ao mesmo tempo facilitando o acesso a essa informação e conhecimentos por parte do cidadão comum (não apenas do estudante em contexto e ambiente académico).
Perante este novo cenário, os sistemas de ensino só têm a beneficiar se evoluírem de uma abordagem meramente tecnológica e prática das TIC, uso da tecnologia como ferramenta, para uma abordagem mista (blended) das novas tecnologias e da web 2.0, i.e., uma abordagem ecológica, no sentido que se baseia na relação entre os seres vivos e o ambiente, neste caso, dos utilizadores num ambiente digital. Hoje a maioria das pessoas acede com grande facilidade a uma maior quantidade de informação de um modo “singular e pessoal” (Domingos Caeiro). Uma abordagem integrada porque reúne estruturas educativas formais, informais e não formais, a forma de ensino mais formal (em salas de aula) deveria estar conectada “a instrumentos e redes de conhecimento”, (retirando partido de toda a potencialidade da informação e conhecimento e permitindo a cada utilizador/estudante fazer o seu próprio percurso). E ainda uma abordagem holística, encarando a realidade como um todo, uma abordagem globalizante e integradora.
Atualmente, tendo como agente da mudança a tecnologia, evoluímos da utilização de uma lógica linear, de acumulação do conhecimento e da tradição, para o primado da variedade e “mistura mais ou menos confusa de diferentes doutrinas” (def. de sincretismo).
A evolução das TIC reclamam a necessidade do professor reflectir sobre e adotar novas práticas pedagógicas, nas palavras de J.A. Moreira “ativas e construtivistas, recorrendo  a modelos de formação que se ajustem às dinâmicas pedagógicas das redes sociais”, sendo pertinente capacitar os professores para a utilização de interfaces da web 2.0 no sentido de se explorar todas as suas potencialidades e usos promovendo e instituindo uma educação em rede, inclusiva, em ambientes “férteis, dinâmicos, vivos, diversificados” (como a sociedade em que estão inseridos os alunos) que promove a construção colectiva do saber/conhecimento de forma responsável.